PANKADA


Existem muitas mortes que um ser humano pode morrer, além da física.

É por essas e outras que eu não passo de mais um cadáver ambulante.



Escrito por Pankada às 17h46
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Na Natureza Selvagem

Acordei com uma sensação que é uma mistura de nostalgia e angústia, não consigo descrever. No piso de casa, no asfalto por onde passei ontem, ainda têm gotas de lágrimas que tentei me livrar e hoje elas continuam a me perseguir. To como sempre com saudade de tantas coisas. A saudade que nunca me deixa em paz. To estranho, diferente. No álbum do orkut fotos novas com legendas e tudo. De pessoas que fizeram e fazem diferença na minha história. Essa semana conheci a história de Yoñlu, o jovem artista que resolveu dar adeus a todos e cair fora daqui. Ouvi suas músicas. O cd deve sair em breve. E ontem tive a sorte e o privilégio de assistir "Na Natureza Selvagem", roteiro e direção de Sean Penn. Sempre gostei muito dele que junto com Daniel Day Lewis é um dos maiores nomes do cinema (minha opinião). Me surpreendi com seu roteiro e direção que conduziu a história real do aventureiro Christopher McCandless muito bem interpretado pelo novato Emile Hirsch, que aliás é a fotocópia do aventureiro, de maneira inteligente e sensível. Muitos conhecem a história e sabem qual o seu desfecho. Sean Penn foi capaz de nos fazer acreditar que o trágico não iria acontecer, o tempo todo nos pregando armadilhas e desviando nosso foco da história. Transformou o herói protagonista em um anti-herói - herói. A generosidade dele (aventureiro) é admirável, para se aprender, como lição, mas em contraponto tem a sua fuga, do seu passado, de uma família desestruturada, o medo do que virá, ou do que seria,  e ao mesmo tempo, parece o tempo todo que sabia de uma certa forma do bem que estava fazendo, ou não para sua família. Enfim, é um pouco confuso para quem não assistiu. E não me importa tudo isto. Porque o filme é muito mais generoso do que tudo o que escrevi. Sem pretensão nenhuma. Chega sem frescura no coração, dando-nos esta sensação de liberdade e nó na garganta. Refletimos sobre o óbvio que muitas vezes por ser tão óbvio evitamos. Qual o sentido de tudo isto? Da vida... do nosso papel... nossos valores etc. Um grito numa caverna onde tudo ecoa como LIBERDADE. Desejo de viver. Até quando vou ficar assim, engasgado e quase afogado em lágrimas não sei. Só sei que quem não for ver tem que correr, pois em breve sairá de cartaz. Não deve estar dando muito público, porque não é um filme que qualquer um tem interesse em assistir, por isso não deve ficar muito tempo. Tem que ter culhão. Não percam tempo e em hipótese alguma deixem de assistir.



Escrito por Pankada às 13h26
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Falta de criatividade

Uma pausa para um descanso.

Volto mais pro fim desta semana.



Escrito por Pankada às 23h50
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