PANKADA


Da série: Coisas que só acontecem comigo.

No blog antigo tudo que acontecia comigo eu postava por aqui. Coisas tão surreais que era difícil de acreditar. Relendo-o, lembrei de uns troços e achei uns textos. Alguns vou repostar e outros vou esperar coisas do tipo acontecer.

Só mais um dia como outro dia qualquer na minha vida

Ela pegou no meu pau com gosto, apertou e se foi. Já era tarde. Eu tava excitado, em frente a um cinema da rua Augusta comendo pipoca doce. Olhei pro relógio. Iniciei o cronômetro e quando deu o tempo comecei descer atrás dela. Acho que ela percebeu, porque ergueu mais a calça, fazendo-a entrar no rego e começou rebolar. Puta que pariu, uma gostosa dessas rebolando pra mim (pensei bem alto). Quando voltei à real ela tinha sumido na escuridão. Fiquei em pânico e só então percebi que estava sendo seguido. Ouvia passos fortes se aproximando. Tentei me esconder no breu, mas não teve jeito. Comecei correr e os caras gritaram: "Não adianta correr, você não vai conseguir fugir." Olhei pra trás, eram três sujeitos encapuzados, feios de dar dó. Um deles apontando uma arma na minha direção. Olhei pra frente e continuei correndo, até que ouço um estalo. Um tiro. Fudeu, pensei. Tento correr mais ainda. A sorte é que quando cheguei na esquina um desses carrões de vidros grandes e espelhados parou na minha frente, então consegui ver pelo reflexo a bala vindo na minha direção. Tive tempo de pensar e saltar me jogando no chão seguidos de três mortais como nesses filmes de ação. Confesso que me senti verdadeiramente fazendo parte de um filme de ação. Escutei quando a bala atingiu o vidro e o que aconteceu eu não sei, porque continuei fugindo, até ouvir a gargalhada alta dos caras dizendo que tinham me assustado e que estavam se divertindo com isso. Dei um puta grito, puto da vida. Isso não é brincadeira que se faça e mandei-os tomar naquele lugar. Foi então que me lembrei que estava atrás daquela gostosa que rebolou pra mim. Procurei-a noite toda. Sentei num boteco e pedi um copo de água de torneira com umas bolas de naftalina. Queria meu suicídio neste momento. Porra, quando uma bunda dessas vai voltar a rebolar pra mim? Burro. Mas não tinha naftalina, então pedi pra pegarem água da privada mesmo, mas a merda da privada tava sem água. Vai se fuder, não tem bosta nenhuma nesse bar. Vazei dali. Fui procurar outro, mas não tinha nenhum outro aberto, era muito tarde. Então quando já tinha desistido de tudo, escuto um assobio. Adivinha quem era? Isso mesmo, o dono daquele primeiro bar que entrei, me chamando, dizendo que conseguiu achar uns restos de bolas de naftalina. Enfia no cú. Agora não quero mais, gritei. Quer saber, essa confusão toda tirou toda minha inspiração pra continuar isso. Nem sei porque comecei esse texto contando de uma garota que apertou meu pau deliciosamente. Se foda, o texto é meu e começo do jeito que quero e se não quero terminá-lo de algum jeito, que se foda também. Não quero mais ficar lembrando dessas coisas ruins que acontecem na minha vida. Ou boas. Prefiro acabar por aqui, sem um fim.



Escrito por Pankada às 16h12
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Espera...

No fundo você espera que o telefone toque, ou que batam à sua porta, ou apertem a sua campanhia. No fundo a gente sempre espera alguém, inventa coisas e cria histórias. E quando olhamos pela janela e não encontramos nada... no outro dia, ficamos com medo de abri-la novamente, porque entra um vento gelado carregado de lastimosas lembranças e o inverno chega com seu forte clima nostálgico. E lá no fundo, bem no fundo a gente fica torcendo por um boa noite dela, pra depois nos deitarmos numa cama fria sob quentes cobertores e esperar que o sono chegue logo com os sonhos. Talvez a única esperança. Mas no fundo queríamos estar tomando chocolate quente na frente de uma boa fogueira, com a cabeça no colo de nossas mães, ouvindo teus contos enquanto procuramos um final para os nossos. E todos os dias a gente corre olhar debaixo da porta esperando chegar alguma carta. Até mesmo uma carta vazia, só o envelope mesmo, com o nosso endereço escrito com letras de mão. E no fundo, no fundo... (um breve silêncio)... são tantas coisas que prefiro mesmo me calar... até o dia que a vida realmente... (deixa pra lá, apertem o reset e tudo se inicia do zero). Eu não sei, mas no fundo, no fundo... acho que gostaria de saber... merda nenhuma.



Escrito por Pankada às 16h11
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Algo mais a esclarecer?

Não gosto de colegiais e universitários. Detesto papo-cabeça ou que me façam falar. Odeio rodas de pessoas e andar em turma. Não me chamem para a praia todo fim de semana. Não me desafiem, odeio ter que provar algo pra alguém. Odeio que tenham medo de me acordar ou incomodar. Ir ao cinema com mais de uma pessoa? Pra que? Teatro só se tiverem certeza de que vou sair chorando. As comédias são um saco. Odeio gente extremamente feliz e melancólicas demais. Bêbado falante. Se eu me sentir inconveniente em algum momento, saiam de perto. Não amar pra mim é caso de morte. Ser esquecido então... Tem mais algumas outras coisinhas odiosas... mpb, caetano veloso, ivete sangalo... argh... Mas gosto de estar sozinho, ficar debaixo de uma árvore abraçado com ela. Comer pipoca e uma porção de porcarias. Andar sem rumo à companhia de grandes amigos. Pedalar até o Japão e voltar no mesmo dia. Ficar na janela olhando pro céu. Pensar em alguém e nas aventuras que poderei viver. Sou apaixonado por mulheres, correr riscos, sentir saudades e esperar anos atrás voltar. Me peguem no colo e me contem histórias. Gosto dos moradores de rua e ouvir o que tem para dizer. O vento soprando no rosto. Um fim de tarde com água de coco. Curto ir ao cinema toda semana. Ouvir blues, jazz e rock n´roll. E essas porras todas. Digo tudo isto porque tenho uma fama de ranzinza, mas deu pra perceber que tem mais coisas que gosto do que não gosto. E um pouco sou assim.



Escrito por Pankada às 14h09
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Esclarecimentos

Eu sei que não preciso ficar esclarecendo nada pra ninguém, até porque nem sei se este blog tem sido tão visitado. Resolvi ter um blog porque queria começar escrever, principalmente pra teatro e achei que seria um troço legal pra exercitar. E realmente ajudou e muito. Teve uma época que atualizava isso várias vezes ao dia. Era um prazer, mas dai começaram os contratempos. Quando tava ficando legal, acabava meu espaço e era obrigado a fazer outro blog com outro nome. Depois fiquei mais de um ano duro sem internet e acabei perdendo o ritmo. Aos poucos vou retomando, mas não engrena. Até porque ando numa correria danada. Trampando das 6h da madruga até o meio dia. Escrevendo peça nova. Viajando com outra peça e treinando quase todos os dias, porque é bem provável que eu volte a lutar oficialmente. Então acaba sobrando pouco tempo e fico bem cansado. Não sei realmente quantas pessoas frequentam aqui e tal, mas gostaria de saber, porque isso acaba sendo um estimulo. Às vezes encontro algumas pessoas na rua que me cobram, dai fico com peso na consciência e venho tentar fazer algo. Aliás se se tem um blog é porque você quer partilhar algo com as pessoas. Visito quase que diariamente os blogs dos amigos linkados ai do lado. Bom, enfim, só gostaria de saber quem anda por aqui. Ajudem um desestimulado a se estimular. Quero voltar a praticar isso e não só ficar postando videos, apesar de gostar muito. Valeu.



Escrito por Pankada às 20h45
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